o processo de produção: detalhes
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a videira, também denominada parreira, é uma árvore trepadeira de longa vida. Possui uma colheita anual, chegando a produzir por mais de 30 anos uvas de boa qualidade. A vinificação é o conjunto de operações necessárias para elaboração do vinho, podendo variar de acordo com o tipo de vinho que se pretende.
para obtenção do chopp de vinho autêntico, utiliza-se a vinificação clássica, das uvas Isabel e Bordeaux (tinto), e Moscato (branco) conforme descrito a seguir:
recepção da uva: as uvas colhidas no mesmo dia e depositadas em caixas de 20 kg cada, seguem rumo á vinícola, onde são analisadas quanto ao estado sanitário, maturação além dos teores de açúcar e acidez.
esmagamento: as uvas são depositadas em uma primeira esteira que as transportam até rolos cilíndricos, onde são ligeiramente amassadas e rompidas suas cascas.
desengaço: passam, então, para desengaçadeira, máquina responsável pela eliminação do "engaço" (raminhos que sustentam os cachos). O engaço é responsável pelo aumento de tanino, além de destacar o gosto herbáceo do vinho. Neste momento, as uvas formam o mosto, onde a casca foi rompida, e encontramos a seguinte mistura: suco, bagaço, casca e sementes.
sulfitagem: por meio de bombas, o mosto é levado para os tanques de fermentação de inox, onde se acrescenta anidrido sulfuroso (SO2), que bloqueia a ação das bactérias e impede a oxidação (transformação em vinagre).
fermentação alcoólica: inicia-se neste momento, a transformação dos açúcares presentes na uva (frutose e glicose) em álcool etílico e gás carbônico. A responsável por essa transformação é uma levedura naturalmente presente na película externa da uva, a Saccharomyces cerevisiae, que é acrescentada em maiores quantidades na forma seca e ativa. Para que não haja uma perda importante de aroma, durante todo o processo de fermentação, a temperatura é controlada, e mantida em torno de 250C. A fermentação prosseguirá por aproximadamente 10 dias e só será interrompida quando não houver mais açúcar no mosto ou a temperatura e teor alcoólico subirem além do desejável, impedindo a atuação das leveduras.
trasfega: terminada a fermentação, encontramos duas fases no tanque, uma liquida (vinho) e outra sólida (borra). O vinho então é separado da borra, sendo armazenado em outro local, a borra fica depositada no fundo do tanque, e poderá mais tarde, dar origem a outros produtos, como brandes ou bagaceiras.
filtração: após a fermentação alcoólica, é necessário fazer a filtração do vinho, pois este se encontra turvo.
fermentação malolática: o vinho apresenta dois ácidos importantes, o tartárico e o málico. Este segundo é bastante instável e responsável pelo excesso de acidez. Por meio da ação de bactérias láticas do próprio vinho e da adição de maiores quantidades, inicia-se o processo que transformará o ácido málico em ácido lático.
filtração e maturação: a fim de se retirar qualquer resíduo da fermentação malolática, o vinho é novamente filtrado, e segue para tanques de maturação aguardando o momento exato de ser envasado, o que não leva muito tempo, pois estamos falando de um vinho jovem.
gaseificação e envase: o vinho é filtrado mais uma vez, segue para a gaseificação, onde se adiciona CO2 e logo em seguida está pronto para receber suas embalagens, barril e descartáveis.